Gato Fedorento

domingo, novembro 30, 2003

DISCRIMINAÇÃO GORDUROSA: Aqui há tempos, a DECO recomendou aos pais que não deixassem os filhos carregar mochilas com mais de 10% do seu peso. Ora, o que parece ser uma medida de saúde é, no fundo, um acto de discriminação. Um trinca-espinhas terá de levar menos livros para a escola e portanto, além das faltas de material, vai aprender menos que os colegas anafados. A prazo, estamos a coarctar os sonhos de carreira destes miúdos. Será que no futuro um magrizela poderá aspirar, por exemplo, a apresentar “O Preço Certo Em Euros”? TD
posted by Gato 2:47 da manhã

CÓDIGO DE CONDUTA: Porque por vezes a imaginação nos trai quando é mais premente inventar uma desculpa plausível, todos nós, uma vez por outra, somos companhia de uma jovem que pretende comprar roupa. E é quando chega a hora dela experimentar o vestuário pelo qual se debateu, que começa o problema. É que as cortinas que, supostamente, deviam fechar aqueles cubículos onde se prova a roupa, foram invariavelmente lavadas 570º acima da temperatura indicada. Resultado: teriam largura suficiente para tapar, à conta, uma modelo anoréctica de lado, ou seja, vê-se tudo. Por isso é que, por uma questão de paz social e de espírito, acho que se devia estabelecer para as lojas de roupa o mesmo princípio já bem nosso conhecido das casas de banho públicas: cada um olha para a sua. TD
posted by Gato 2:45 da manhã

quinta-feira, novembro 27, 2003

OLHA QUEM FALA: A sentença do caso Moderna veio mostrar que, afinal, havia um livro mais imoral do que “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”: o livro de cheques do Sousa Lara. MG
posted by Gato 7:24 da tarde

MÃO LEVEZINHA: José Braga Gonçalves foi condenado a doze anos de prisão. Fiquei desiludido. O juiz podia ter sido bem mais duro com o filho do ex-reitor da Universidade Moderna, se a pena tivesse sido a inibição de conduzir por seis meses. MG
posted by Gato 7:21 da tarde

quarta-feira, novembro 26, 2003

CARTA DO LEITOR: Pedro Monteiro pergunta porque é que não comentámos aqui o caso dos sub-21 e da destruição do balneário. Ainda bem que não o fizemos. Qualquer coisa que tivesse sido escrita, certamente que não teria metade da graça ou da pertinência do que o Pedro escreveu:

"Caros Fedorentos,

Embora acredite que sejam todos vós pessoas assaz atarefadas, não consigo
compreender como é que o caso do balneário destruído em França não foi
motivo de um comentário da vossa parte...

Na verdade, não dá para perceber a inquietação e o escândalo todo que se
criou em torno deste fait divers...

Então como é que os arrogantes dos francius, porventura o povo mais porco
da Europa, se perturba com a destruição de umas instalações balneares?

Como é que um povo, cujo legado maior que deixa no mundo ocidental se
resume ao bidé, ao perfume e ao abajour (todos eles artefactos para
contornar a incontornável necessidade higiénica do banho diário*) se
revolta contra a destruição daquilo que eles mais detestam: O BANHO.

Acham que no séc. V , os Cristãos revoltavam-se se fosse destruido o
Coliseu de Roma?
Imaginam, há 50 anos atrás, os judeus a protestarem contra a desmantelação de
um campo de concentração?
Qual seria o Português que ousaria levantar a voz se Manuela Ferreira Leite
quisesse recolher-se para um convento para se consignar a uma vida santa,
casta e sem pecado?

Por tudo isto eu acredito que em cada protesto de um francês subjaz um
profundo agradecimento à equipa lusitana, por ter lançado a primeira pedra
(metáfora para a chaleira, dirigentes desportivos e outros objectos que
foram arremessados) para o começo do fim desses templos do mal que fazem
proliferar esse monstro abominável que tem por nome Higiene.

Reflitam sobre este caso.
Aceito sugestões

Pedro Monteiro

* Devem estar a perguntar onde é que o abajour integra o universo da
higiéne. Reza a lenda que sempre que um homem francês chegava a casa e a
mulher lhe perguntava "Tomaste banho hoje?" ele lhe respondia prontamente
"Não, mas em contrapartida comprei-te este lindo abajour". Um método de
distracção que se revela ainda hoje muito eficaz na comunidade gaulesa."

posted by Gato 12:35 da manhã

segunda-feira, novembro 24, 2003

CHEZ SIC: Uma destas terças-feiras à noite, Santana Lopes vai chegar aos estúdios da SIC, onde encontrará um Rodrigo Guedes de Carvalho solícito:
- Boa noite, Dr. Santana Lopes. Aqui está a lista.
- Boa noite, Rodrigo. Hum... Eu, hoje, apetece-me estar indignado.
- Lamento. Já não temos indignação.
- Não têm? Então, porque é que vem aqui escrito?
- Como lhe disse, já não temos. O Manuel Maria Carrilho acabou com a última.
- Que maçada... Nesse caso, desejo estar curioso.
- Boa escolha. A curiosidade, hoje, é muito fresquinha. O que deseja para acompanhar? Posso recomendar-lhe ou o pessimismo ou a esperança?
- Era o pessimismo.
- "Era"? Já não é?

MG

posted by Gato 1:32 da manhã

É O DOIS-EM-UM! EM UMA, NESTE CASO: Há uma injustiça muito grande em relação às actrizes de filmes pornográficos. Diz-se que são profissionais de segunda quando, na verdade, são é actrizes que têm, pelo menos, o dobro do valor das outras. E isto porquê? Porque enquanto uma actriz tradicional só tem de se preocupar em “fazer amor com a câmara”, uma profissional do porno tem de “fazer amor com a câmara” ao mesmo tempo que faz amor – e às vezes à bruta – com um indivíduo! Ou com uma indivídua; ou com vários indivíduos; ou com bichos; ou mesmo com... TD
posted by Gato 1:32 da manhã

OS TAXISTAS SÃO NOSSOS AMIGOS: Nos Estados Unidos da América está na moda usar um aparelho, tipo comando à distância, que permite controlar os semáforos. Suspeito que, por cá, já se venha a utilizar uma tecnologia semelhante há bastante tempo. Só que, no caso português, o referido mecanismo só está na posse dos taxistas e é accionado pela buzina das suas viaturas. Isto explica porque é que, quando que se está parado num sinal com um taxista atrás, se ouve invariavelmente uma buzinadela no preciso momento em que o semáforo fica verde. Na verdade, é a buzinadela que abre o sinal e esta atitude não é mais que um gesto extremamente simpático da parte do chauffeur de praça. TD
posted by Gato 1:29 da manhã

MANTER O LOCAL FRESCO, MAS SECO: Neste início de século XXI, creio que uma das questões mais pertinentes que se coloca às sociedades modernas é a seguinte: para onde caminha a indústria do papel higiénico? Esta inquietação advém de um lançamento recente na área da higiene pessoal, o papel higiénico humedecido. Longe de mim advogar um regresso aos tempos em que as propriedades esfoliantes do papel higiénico faziam da lixa para madeira – que guardo na memória das aulas de trabalhos manuais – suave véu acetinado. Mas papel higiénico humedecido? Desde logo, parece-me bizarro assumir que a sensação mais agradável que se possa experimentar após a utilização do papel higiénico seja a de humidade. Mas mais do que isso, importa saber onde é que pára esta paranóia da higiene. É que, ou muito me engano, ou já faltou mais para nos quererem convencer da utilidade do bidé. E isto é pernicioso. TD
posted by Gato 1:26 da manhã

SÓ LHE FALTA O SINAL: Desconheço o nome da mulher do Dias da Cunha. Nunca vi a esposa do Manuel Vilarinho, nem a do Luís Filipe Vieira. Porém, no espaço de poucos meses, já perdi a conta às vezes que vi na televisão a nova companheira de Pinto da Costa em tudo o que é cerimónia oficial do Futebol Clube do Porto. Senhoras e senhores, está encontrada A Emplastra do futebol português. MG
posted by Gato 1:23 da manhã

ERA A VEDETA DA EQUIPA: Dê o caso Casa Pia as voltas que der, este escândalo ficará indelevelmente ligado à mediática figura de Carlos Silvino. Como a Argentina de ’86 tinha o Maradona ou como os Monty Python tinham o John Cleese, a Casa Pia teve o Bibi. TD
posted by Gato 1:22 da manhã

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Um blog com opiniões, nenhuma das quais devidamente fundamentada. Mantido por: Tiago Dores, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela. E-mail: gatofedorento@hotmail.com

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